A ampliação do acesso ao Transplante de Medula Óssea (TMO) no Brasil foi tema de audiência pública realizada pela Comissão Especial sobre Prevenção e Combate ao Câncer, AVC e Doenças do Coração da Câmara dos Deputados. O encontro reuniu representantes do Ministério da Saúde, entidades médicas e associações de pacientes para discutir os desafios enfrentados por pessoas com doenças onco-hematológicas, especialmente crianças e adolescentes. A audiência foi proposta pelo deputado federal Weliton Prado, que destacou a urgência de fortalecer as políticas públicas diante do aumento dos casos de câncer no país.
Participaram da audiência representantes da ABHH, ABRALE, SBTMO e AMEO, além da coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Patrícia Freire, e de Patrícia Regina Cavalcanti Barbosa Horn, Coordenadora do CEMO/INCA. Durante o debate, as entidades reforçaram a necessidade de ampliar o acesso ao TMO no SUS, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a rede pública de atendimento aos pacientes com doenças hematológicas.
Vice-presidente da ABHH, Jorge Vaz agradeceu ao deputado Weliton Prado pelo empenho nas pautas relacionadas às doenças do sangue e reforçou a trajetória da ABHH na construção de políticas públicas para transplantes e terapias hematológicas. “É urgente reconhecer que o transplante de medula óssea também depende de compromisso político para garantir o melhor atendimento ao paciente, especialmente dentro do SUS”, destacou.
O diretor de Ações Sociais, Acesso e Equidade da ABHH, Angelo Maiolino ressaltou que a participação da Rede de Hospitais Universitários Federais poderia contribuir com a expansão do TMO, particularmente o autólogo, de sobremaneira a facilitar o acesso dos pacientes com mieloma múltiplo. Segundo ele, além da expansão da capacidade instalada, o país também enfrenta desafios importantes relacionados ao desabastecimento de medicamentos, fator que impacta diretamente a continuidade do tratamento dos pacientes.
A realização da audiência pública é resultado da articulação construída por ABHH, ABRALE, SBTMO e AMEO ao longo de mais de dois anos de trabalho conjunto em torno do fortalecimento do transplante de medula óssea no país.
Esse movimento culminou na elaboração de um documento técnico-político encaminhado ao Ministério da Saúde em outubro de 2025, com propostas para ampliar o acesso ao TMO no SUS, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a rede pública de atendimento. O material evidencia desafios estruturais importantes, como a baixa oferta de leitos, a concentração de centros transplantadores e a necessidade de integração das políticas públicas voltadas às doenças hematológicas.
Confira o documento na íntegra:



